João Pontes (João Dalacena Pontes): mudanças entre as edições

De Futebol de Passo Fundo
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'''Adair Lopes Bicca''' (São Gabriel-RS, 5 de janeiro de 1946 Sertão-RS, 5 de outubro de 2017), também conhecido como '''Adair''', foi centromédio e técnico do [[Sport Clube Gaúcho|Gaúcho]].
'''João Dalacena Pontes''', também conhecido como '''João Pontes''' (General Câmara-RS, 9 de fevereiro de 1943 Nova Prata-RS, 27 de novembro de 2005), foi um zagueiro ídolo da torcida do {{Gaúcho (Sport Clube Gaúcho)}}. Irmão de {{Daizon Pontes}}, com quem formava a dupla de zaga mais temida do fim dos anos 1960 e início dos anos 1970 no Rio Grande do Sul, conhecida como “Irmãos Metralha”. Faz parte do {{Hall da Fama do Futebol de Passo Fundo}}.


== História ==
== História ==
*''Por Marco Antonio Damian, historiador e pesquisador de futebol''
*''Por Marco Antonio Damian, historiador e pesquisador de futebol''


Em 1965, chegou ao Gaúcho um grande centromédio. Veio emprestado pelo Grêmio porto-alegrense, com boas credenciais, que se confirmaram em campo. Adair tinha muita técnica, marcador duro, porém leal e saía para o ataque com maestria, com bom arremate de fora da área. Jogador combativo e técnico. Chegou para ser titular e efetivamente o foi. Ao lado do experiente [[Gitinha (Manoel Bonifácio Porciúncula Nunez)|Gitinha]], formou meio de campo de luxo no alviverde. Foi campeão regional e vice-campeão estadual da segunda divisão, tendo jogado muito bem as duas partidas finais contra o Rio-Grandense de Rio Grande.
A cidade gaúcha de General Câmara, situada no Vale do Taquari e que dista a 76 km de Porto Alegre é o berço natal de três famosos zagueiros que brilharam no futebol do Rio Grande do Sul nos anos de 1960 e 1970. Os famosos Irmãos Pontes. Daizon, mais velho, João, o do meio, e Bibiano, o mais moço. Daizon e João jogaram juntos no Cruzeiro de Porto Alegre e no Sport Club Gaúcho. Bibiano fez carreira no Sport Club Internacional.
 
Adair era natural de São Gabriel e em sua terra jogou no time amador do Olaria. Era titular do time adulto com 14 anos de idade, em razão de seu bom porte físico. Levado à categoria de base do Grêmio, era tido como promessa de craque.


Em 1966, ano em que o Gaúcho foi campeão estadual, Adair não estava no grupo. O Grêmio exigira sua devolução e, pelo tricolor, sagrou-se campeão gaúcho daquele ano. Mas, Adair não era feliz no Grêmio. Deixara em Passo Fundo seu grande amor, sua namorada, que virou sua esposa, e também tinha saudade da idolatria que alcançara entre os torcedores alviverdes.
Daizon e João formaram, entre 1968 e 1974, exceção de 1972, uma temível dupla de zagueiros. Em comum tinham a virilidade, o vigor, e, quando a ocasião exigia, a violência. As diferenças eram que Daizon era mais técnico, exímio na bola aérea e na antecipação aos atacantes. João tinha muita velocidade e recuperação espantosa, além de um chute potente e certeiro. Na verdade, se completavam.


Retornou ao [[Estádio Wolmar Salton (1957)|Estádio Wolmar Salton]] em 1967, mais uma vez emprestado pelo Grêmio. Adair forçou sua volta ao clube do Boqueirão. Desta feita, ficou poucos meses. Era mais uma vez titular do time, jogando com [[Roberto (Manoel Roberto Antonello)|Roberto]] no meio de campo, quando o Newell’s Old Boys, de Rosário, Argentina, veio buscá-lo (leia mais abaixo). Os argentinos levaram Adair, do Grêmio e Carlos Castro, do Internacional.
João Pontes iniciou sua trajetória no futebol nas categorias de base do Grêmio. Chegou a jogar no time de aspirantes e algumas partidas na equipe principal. Em 1963, foi para o Cruzeiro, onde era titular no miolo de zaga ao lado do irmão Daizon.


Voltou ao futebol gaúcho para defender o Cachoeira. Ficou pouco tempo e foi contratado pelo Esportivo, de Bento Gonçalves. Atuou no grande time montado pelo clube no começo dos anos de 1970. Jogou na lateral-direita, pois o meio de campo era povoado por Paulo Araújo e Adilson, dois excelentes jogadores. Vestiam também a camisa alvianil talentos como Décio, Lairton, Gonha, Marcos e José, sendo treinado pelo mestre Ênio Andrade.
Depois foi contratado pelo Brasil de Pelotas, titular, em 1965. No ano seguinte era zagueiro do Veterano de Carazinho. Em 1968 foi contratado pelo Gaúcho.


Seu último clube profissional foi o Encantado. Encerrou a carreira ainda jovem e com muita bola no corpo. Veio residir em Passo Fundo, terra de sua esposa. Foi treinador do Gaúcho, AESA, Santo Ângelo e São Borja. Enquanto estava na cidade, Adair jogava futebol pelos veteranos e futebol sete em clubes sociais. Ao mesmo tempo era funcionário público municipal, pois prestara concurso para tal.
Foram muitas temporadas defendendo o alviverde e jogos memoráveis. Eram duríssimos os jogos contra o Internacional, quando João e Daizon estavam de um lado e Bibiano do outro. Conversavam antes do apito inicial e, a partir daí o “couro comia”. Cada um defendendo sua camisa e brigavam, discutiam e, quando se encontravam no gramado, “sai debaixo”.


Na década de 1990, quando o Gaúcho extinguiu seu departamento de futebol profissional, seus dirigentes montaram um bem-sucedido projeto de categorias de base. Suas várias categorias tiveram absoluto sucesso, conquistando títulos estaduais e até internacionais. Ao mesmo tempo revelou bons jogadores. O coordenador-técnico era Adair Bicca.
João marcou alguns gols na carreira, em cobranças de faltas e cabeceando, e da mesma forma que seu irmão foi ídolo da torcida periquita.


No ano 2000, o Gaúcho voltou ao futebol profissional e inacreditavelmente desmanchou todas as vitoriosas categorias de base. E Adair deixou o clube pela última vez.
Em 1972, deixou o {{Estádio Wolmar Salton (1957)}} para defender o Atlético de Carazinho, formando, também uma eficiente dupla de zaga com Fiorese. Na temporada seguinte, retornou ao Gaúcho, por exigência de sua torcida.


Amigo de todos, frequentava rodas de “boleiros” no centro da cidade, após ter se aposentado do cargo público que exercia. Presidiu a [[Associação dos Veteranos de Futebol de Passo Fundo]] e estava sempre presente em diretorias, participando de festas e churrascos com os amigos, embora jamais tenha ingerido bebida alcoólica.
Em 1974, Daizon foi suspenso do futebol por ter agredido o árbitro {{José Luiz Barreto}}. João permaneceu em 1975. Porém, no ano seguinte o clube reformulou seu elenco e João foi dispensado.


Num sábado de 2017, Adair esteve num churrasco na chácara do ex-jogador [[Vando (Wandenir Baptista Marques)|Vando]] e pegou uma carona até a cidade com o professor Carlos Alberto Romero. Desceu do carro e ninguém mais o viu. Adair ganhou todas as manchetes de jornais, matérias na televisão e em redes sociais. O seu misterioso desaparecimento causou comoção. Mesmo não fazendo transparecer, Adair estava com enorme depressão. Familiares, amigos e policiais realizaram várias buscas para encontrá-lo, mas tudo foi infrutífero.
Era professor de Educação Física, formado pela Universidade de Passo Fundo. Prestara concurso público e lecionava em escolas estaduais. Desta forma, solicitou transferência para a cidade de Nova Prata. , João passou a jogar no Pratense.


Muitos meses depois, uma ossada foi encontrada próximo a um riacho na cidade de Sertão. O advogado da família, Ivens Ribas, reconheceu, após perícia na arcada dentária, a ossada de Adair. Uma morte sinistra e triste de um ídolo do futebol.
Como ser humano, João era uma excelente pessoa. Humilde, trabalhador, honesto, amigo de todos, granjeava de amigos importantes no futebol e fora dele. Nova Prata estava a seus pés. Era amado por todos. Quando parou de jogar, passou a treinar o time do Pratense. Ao mesmo tempo, lecionava e era fisicultor da equipe.


== A aventura na Argentina ==
Mas, João Pontes jogou no Gaúcho no começo dos anos de 1970, e, foi uma vítima das agulhas e seringas de injeções que não tinham assepsia. Contraiu a maldita hepatite C. Após longa enfermidade, o bom zagueiro e o fabuloso ser humano João Pontes veio a falecer, no dia 27 de novembro de 2005.
Em 1968, Adair se transferiu do Gaúcho para Rosário, na Argentina, para jogar no Newell's Old Boys. Foram dois jogos pelos "leprosos", apelido do time da província de Santa Fé, no Campeonato Metropolitano (o "Argentinão" tinha dois campeões, porque também era disputado o Campeonato Nacional). Nas duas partidas, Adair atuou como lateral-esquerdo sob a orientação do técnico brasileiro Roberto Belangero. O grande nome da equipe era o zagueiro e capitão Daniel Musante. O Newell's terminaria o campeonato em sétimo lugar. O vencedor foi o San Lorenzo. Ainda em 1968, Adair jogaria no Deportivo Italia da Venezuela. Depois, passaria pelo Cachoeira (1969), Esportivo (1970-1975) e Encantado, onde encerraria a carreira em 1975.


== Honras ==
== Honras ==


* jogador com maior número de jogos pelo Gaúcho (232)
* 14º jogador com maior número de jogos pelo Gaúcho (191)
* 3º jogador com maior número de gols pelo Gaúcho (60)
* 11º jogador com maior número de jogos pelo 14 de Julho (56)
* 11º jogador com maior número de gols pelo 14 de Julho (27)
* Melhor jogador do Campeonato Gaúcho 2ª Divisão de 1966
* Integrante da Seleção de Todos os Tempos do Gaúcho como atacante
* Integrante da Seleção de Todos os Tempos do 14 de Julho como atacante
* Integrante do Hall da Fama do Futebol de Passo Fundo
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__NOTOC__
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Edição atual tal como às 21h51min de 23 de julho de 2024

João Pontes
⭐Hall da Fama do Futebol de Passo Fundo
Informações pessoais
Nome completo João Dalacena Pontes
Nascimento 09.02.1943
Local General Câmara-RS
Falecimento 27.11.2005, aos 62 anos
Local Nova Prata-RS
Carreira em Passo Fundo
Jogador
Posição Zagueiro
Equipes 1968-1971 - Gaúcho
1973-1975 - Gaúcho

João Dalacena Pontes, também conhecido como João Pontes (General Câmara-RS, 9 de fevereiro de 1943 — Nova Prata-RS, 27 de novembro de 2005), foi um zagueiro ídolo da torcida do Gaúcho. Irmão de Daizon Pontes, com quem formava a dupla de zaga mais temida do fim dos anos 1960 e início dos anos 1970 no Rio Grande do Sul, conhecida como “Irmãos Metralha”. Faz parte do Hall da Fama do Futebol de Passo Fundo.

História

  • Por Marco Antonio Damian, historiador e pesquisador de futebol

A cidade gaúcha de General Câmara, situada no Vale do Taquari e que dista a 76 km de Porto Alegre é o berço natal de três famosos zagueiros que brilharam no futebol do Rio Grande do Sul nos anos de 1960 e 1970. Os famosos Irmãos Pontes. Daizon, mais velho, João, o do meio, e Bibiano, o mais moço. Daizon e João jogaram juntos no Cruzeiro de Porto Alegre e no Sport Club Gaúcho. Bibiano fez carreira no Sport Club Internacional.

Daizon e João formaram, entre 1968 e 1974, exceção de 1972, uma temível dupla de zagueiros. Em comum tinham a virilidade, o vigor, e, quando a ocasião exigia, a violência. As diferenças eram que Daizon era mais técnico, exímio na bola aérea e na antecipação aos atacantes. João tinha muita velocidade e recuperação espantosa, além de um chute potente e certeiro. Na verdade, se completavam.

João Pontes iniciou sua trajetória no futebol nas categorias de base do Grêmio. Chegou a jogar no time de aspirantes e algumas partidas na equipe principal. Em 1963, foi para o Cruzeiro, onde era titular no miolo de zaga ao lado do irmão Daizon.

Depois foi contratado pelo Brasil de Pelotas, titular, em 1965. No ano seguinte era zagueiro do Veterano de Carazinho. Em 1968 foi contratado pelo Gaúcho.

Foram muitas temporadas defendendo o alviverde e jogos memoráveis. Eram duríssimos os jogos contra o Internacional, quando João e Daizon estavam de um lado e Bibiano do outro. Conversavam antes do apito inicial e, a partir daí o “couro comia”. Cada um defendendo sua camisa e brigavam, discutiam e, quando se encontravam no gramado, “sai debaixo”.

João marcou alguns gols na carreira, em cobranças de faltas e cabeceando, e da mesma forma que seu irmão foi ídolo da torcida periquita.

Em 1972, deixou o Estádio Wolmar Salton para defender o Atlético de Carazinho, formando, também uma eficiente dupla de zaga com Fiorese. Na temporada seguinte, retornou ao Gaúcho, por exigência de sua torcida.

Em 1974, Daizon foi suspenso do futebol por ter agredido o árbitro José Luiz Barreto. João permaneceu em 1975. Porém, no ano seguinte o clube reformulou seu elenco e João foi dispensado.

Era professor de Educação Física, formado pela Universidade de Passo Fundo. Prestara concurso público e lecionava em escolas estaduais. Desta forma, solicitou transferência para a cidade de Nova Prata. Lá, João passou a jogar no Pratense.

Como ser humano, João era uma excelente pessoa. Humilde, trabalhador, honesto, amigo de todos, granjeava de amigos importantes no futebol e fora dele. Nova Prata estava a seus pés. Era amado por todos. Quando parou de jogar, passou a treinar o time do Pratense. Ao mesmo tempo, lecionava e era fisicultor da equipe.

Mas, João Pontes jogou no Gaúcho no começo dos anos de 1970, e, foi uma vítima das agulhas e seringas de injeções que não tinham assepsia. Contraiu a maldita hepatite C. Após longa enfermidade, o bom zagueiro e o fabuloso ser humano João Pontes veio a falecer, no dia 27 de novembro de 2005.

Honras

  • 14º jogador com maior número de jogos pelo Gaúcho (191)
  • Integrante do Hall da Fama do Futebol de Passo Fundo

Carreira como jogador

Ano Equipe J G CA CV
1968 Gaúcho 19 3 0 0
1969 Gaúcho 32 0 0 1
1970 Gaúcho 20 0 0 1
1971 Gaúcho 29 1 0 0
1973 Gaúcho 41 0 0 1
1974 Gaúcho 38 1 1 0
1975 Gaúcho 12 0 0 0
Total 191 5 1 3